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Tecnologia da informação na saúde: eficiência de ponta a ponta

Com a implementação do TISS (Troca de Informações de Saúde Complementar), até 2008, todas as informações referentes às guias de consultas e exames dos pacientes deverão ser padronizadas e transmitidas eletronicamente entre planos de saúde, prestadores de serviços e ANS (Associação Nacional de Saúde). Para Miguel Ruiz, especialista em TI e diretor da MR Consultoria, a informatização das atividades administrativas garantirá maior confiabilidade dos dados, redução da burocracia e dos custos para as operadoras.

Segundo dados do CREMESP – Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo e do IDEC - Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor, existem atualmente no Brasil 1.239 operadoras de planos de saúde. Para Miguel Ruiz, consultor e especialista em Tecnologia da Informação (TI), o grande número de operadoras é apenas demonstrativo de como o mercado de atuação tem sido promissor, mas a racionalização e eficiência das atividades farão com que as que melhor se adaptarem à nova realidade tenham mais sucesso no segmento.

Segundo Ruiz, diretor da MR Consultoria, empresa do ramo de outsourcing em TI, com a implantação do padrão TISS - Troca de Informações em Saúde Suplementar, o modelo da ANS que prevê um padrão eletrônico na troca de informações entre planos de saúde e prestadores de serviço da área, é a hora das operadoras aproveitarem a oportunidade para reavaliar suas áreas de TI e sistemas de gestão.

Para o consultor, a operacionalização das atividades com base na TI melhora a transmissão das informações entre os prestadores e as operadoras e é um grande salto, porém, com a tecnologia ainda é possível que as atividades internas e o relacionamento com os clientes sejam mais racionais e que possam efetivamente agregar valor ao serviço oferecido.

“É neste sentido que falamos de eficiência de ponta a ponta”, comenta Ruiz, com 26 anos de atuação na área de TI, “o TISS proporciona agilidade no processo de análise de contas e prestação de serviço para facilitação dos processos internos; mas as estruturas administrativas devem ser racionalizadas. Os hardwares e softwares, redes, central de atendimento ao cliente precisam ficar adequados à nova realidade empresarial, pautada pela tecnologia da informação”, reforça.

Segundo Ruiz, com uma plataforma de TI bem estruturada é possível ter uma melhoria do fluxo operacional e administrativo, pois o número de papéis que circula internamente é relativamente grande - do pedido de guia para consulta e internação até os relatórios de serviços prestados e custos dos tratamentos e exames realizados em pacientes.

Nessa era do imediatismo da informação, o setor da saúde também deverá se alinhar estrategicamente ao que já existe de mais moderno em outros segmentos de mercado, com relação à troca de informações. Aderir à Tecnologia da Informação, de forma alinhada à gestão empresarial e fazer com que sua plataforma atenda a todas as demandas existentes, sejam elas provenientes dos usuários ou das agências e órgãos reguladores é o que garantirá a eficiência dos serviços, aposta o especialista.




 
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* Miguel Ruiz é bacharel em Administração de Empresas e Processamento de Dados pela PUC. Fundou a MR Consultoria, empresa atuante no segmento de outsourcing de TI – Tecnologia da Informação (mrconsultoria.com.br).

Miguel Ruiz

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