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Aos nossos trabalhadores
Quem é nosso trabalhador?
Um dia caminhando com a deputada Ivete Vargas, sobrinha do ex-presidente, perguntei a ela, quem era nossos trabalhadores. Ivete então presidente do PTB – Partido Trabalhista Brasileiro, respondeu:- Todas pessoas são trabalhadoras, tanto o empregado como o patrão.
Daí eu comecei a pensar na resposta – O empregado sujeita-se a um salário para exercer uma função dentro da empresa, enquanto o patrão, tem a função nesta mesma empresa de admitir, demitir, fiscalizar, orientar e atribuir trabalhos ao empregado, além de ter que analisar seus produtos, a concorrência, o mercado, o investimento do capital... Então na realidade o empregado e o empresário são trabalhadores com funções diferentes.
Buscando em meu pensamento, conclui também que a dona de casa, apesar de não ser remunerada é uma trabalhadora, então temos diversos trabalhadores que são ou não remunerados, nisto encontramos escritores, artistas, esportistas, que trabalham na verdade por hobby sem nenhuma remuneração pelos seus feitos. Os que são remunerados são considerados profissionais, enquanto os outros são considerados amadores pela sociedade.
Agora vamos falar dos empregados, estes estão sujeitos ao mercado de trabalho, que depende da oferta e da procura do emprego. Quando a oferta de emprego é maior do que os trabalhadores que existe no mercado de trabalho, a remuneração deste cresce, isto ocorre no geral e no setorial, exemplo: a procura de técnicos de informática aumenta, e há poucos profissionais no mercado, sua remuneração aumenta pela empresa, senão este profissional encontrará um salário maior no concorrente.
Quando a oferta de emprego é menor, havendo abundância de empregados desempregados, a remuneração será menor, e caso o empregado reclame desta é fácil substituí-lo no mercado, como também poderá haver rotatividade de mão de obra, substituindo os empregados, com isto abaixando o custo de recursos humanos para a empresa, podendo esta ter o produto ou serviço efetuado mais barato para enfrentar a concorrência.
Diante do exposto, nossos empregados deverão estar atentos onde devem se especializar, buscando as melhores remunerações, nossos estudantes caminham hoje mais neste sentido do que no vocacional, que adianta para ele fazer o que gosta se não conseguirá viver dignamente com o salário proposto na categoria.
Nossos empregados dependem dos empregos públicos e privados, porém, com o crescimento pífio de nossa economia diante das demais, o desemprego é grande, e o poder aquisitivo muito baixo de nossa classe trabalhadora, sendo que a maioria de nossos empregados recebe de um a dois salários mínimos.
E, com este salário mínimo, o mesmo não tem acesso adequado a alimentação, vestuário, casa própria, educação, saúde... E, infelizmente o estado brasileiro encontra-se com péssimo atendimento público, e a única coisa que está fazendo de verdade, é entregando uma esmola “Bolsa Família” aos desempregados, sendo que estes deveriam ser prioritários nos empregos das obras públicas.
Finalizando, felicito todos os nossos trabalhadores pelo dia 01 de maio de 2006, explicitando mais uma vez aos nossos empregados, que só serão dignificados pela oferta de empregos, aí sim, serão melhores remunerados, então, lutemos por este momento, exigindo crescimento do PIB, e investimento governamental que crie empregos.
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