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O Gás Boliviano é nosso ou deles?

O governo boliviano, através da promessa de seu presidente Evo Morales, em campanha, nacionalizou o gás natural em seu território, tomando uma medida de força, utilizando o exército para invadir as empresas multinacionais que exploravam este produto em seu território.

Tal medida deveria ser já esperada pelo governo brasileiro, apesar de mostrarem-se surpresos, sabia-se que Evo Morales não deixaria de cumprir sua promessa. O presidente Lula, aliado de Hugo Chaves, Fidel Castro, Nestor Kirchner, considerando-se o grande líder do Mercosul, considerando-se amigo de Morales, e aparentemente não sabendo de nada, se viu traído pelo ato unilateral do governo boliviano.

O Brasil que explorava o gás boliviano através da Petrobrás, e que investiu fortemente no gás daquele país, ficou de uma hora para outra, sem nada. E, se ao invés de explorar o gás boliviano, tivesse investido no gás de Santos/SP, a empresa não estaria passando por este sufoco, pior que isto, o governo brasileiro ainda faz concessões a empresas estrangeiras para explorarem nosso petróleo após pesquisa gratuita da Petrobrás.

Na realidade o gás é deles, e setores estratégicos como o subsolo nacional deve ficar a cargo de empresas estatais para explorá-los, caso da Petrobrás até 1997, quando infelizmente FHC sancionou a Lei que permitiu a desnacionalização do subsolo brasileiro, vendendo logo após, por ninharia, a empresa Vale do Rio Doce, e se deixassem acho que venderia a Petrobrás.

A matriz energética do gás natural é ótima para o Brasil, e o Brasil deverá negociar o preço da compra com a Bolívia, que está interessada em vendê-la, já que não tem capacidade atual para aproveitá-la ou vendê-la para outros. Não vendê-la ao Brasil representará um grande prejuízo ao seu país. Portanto, se o Brasil tem interesse em comprar, a Bolívia terá interesse ainda maior em vender, então este negócio terá uma solução mercantil.

O Brasil está com problemas energéticos para os próximos anos, a capacidade de nossas hidroelétricas com um pouco de desenvolvimento econômico não atenderá a demanda, e poderá vir outro apagão. A energia solar deverá ser incrementada urgentemente nos lares para que se faça economia na energia elétrica. Porque não aproveitarmos e massificarmos o serviço de implantação da energia solar efetuada pelo inventor aposentado catarinense, que com as sobras das garrafas vazias de coca-cola e saquinhos de leite, fez um aquecedor solar, e colocou água quente nos chuveiros e torneiras de sua casa, com isto poderemos ter todas as casas com esta energia, e os novos prédios deverão todos ser construídos com aquecedores solares estes ou outros que consigam aquecer os chuveiros e torneiras.

Temos também que investir e incrementar novas tecnologias: energia dos ventos, energia das mares, energia do hidrogênio, energia nuclear para fins pacíficos, energia da biomassa, energia do álcool...E, principalmente em energia de gás natural exploradas em nosso solo pátrio, buscando a auto-suficiência, como fizemos com o petróleo.

O Brasil é grande em território e energias, pequena é somente a cabeça de nossos dirigentes. Investir nos outros países e deixar de investir no Brasil além da falta de patriotismo é uma tremenda burrice. Aprenda Brasil!


 
[1] comentario  

* Isaac Sayeg é jornalista e escritor

Isaac Sayeg

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